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domingo, 1 de agosto de 2010

O último suspiro!




Vômitos, diarréias, verborragias mentais.

Dormi pensando em um

Acordei sonhando com outro.

Porque nada é do jeito que agente quer?


 

Desejos,

Pequenos lampejos do ser autêntico,

Frenético,

Sem nexo.


 

Não te quero mais

Em forma de canção

Em forma de versos

Em descompasso com o meu coração.


 

Enalteço-me com teus lábios molhados.

Beije-me quando estiver dentro de mim,

Sufoque-me com o teu cheiro,

Cubra-me com teus cabelos,

Abrace-me com teu corpo

Que arde ao entrar em contato com o meu.


 

Que possamos nos tornar um corpo só

Vibrando momentos intensos.

Devorarmos-nos em vários beijos quentes...


 

Mas entristeço-me quando não queres mais me ver

Quando não me liga

Falando doce, manso, com carinho...

Desejo-te só sei disso

E isto é uma loucura, eu sei

Mas também sei que não temos solução!


 

Marina Fatiane

terça-feira, 4 de maio de 2010

O Céu e o Mar



Hoje já não sinto mais
O peso do seu corpo sobre o meu
Corpo que se tornou frágil diante do teu.

A graça não está em te ter
E sim em te desejar
Não quero me iludir
Mas, já penso no fim

No fim de semana
Em que vamos nos encontrar
Ah! Que maravilha será...

... Vou dar uma festa
E quero que você esteja lá
Vou dançar pra você
Vou cair no mar

No mar dos teus olhos
No mar dos teus abraços apertados
Quero sentir tuas mãos a me tocar o rosto
Me acariciar...

Quero perder-ma na imensidão do teu céu
Na profundidade do meu mar
Navegarás nas águas de meu ventre
E me abocanharás
Com os teus mais obsenos, insanos e profanos desejos...



Marina Fatiane

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Não mais, nunca mais...


Jurei que não iria mais falar sobre você
Que jamais voltaria a pensar em você de novo
Nem mais um poema
Nem mais uma canção
Nada
Nada mais
Sem pensamentos
Sem sonhos
Nada de lembranças do passado
Nada de nada
Decidi realmente te esquecer
Começo a me habituar em não te ter
Não te ver...

Te ver
Talvez o verei daqui uns finais de semana
Também havia decidido que não mais o veria
Que não mais me descontrolaria diante a tua presença
Não vou mais te dar gosotoso
Não mais

Se,
E então, somente se,
Eu retornar a te ver
Tenho certeza
Será a última vez...

Preciso me desapegar
Preciso acabar com esse sintoma
Não vou correr mais atrás do teu falo
E eu te falo
Não quero mais sonhar
Com o seu corpo descendo sobre o meu com manha
De manhã
De tarde
De noite
De madrugada
E novamente pela manhã...

Por favor, lhe peço encarecidamente
Não compareça mais em meus sonhos
Meu coração está fechado para você!

Fritiane Totallytchoisted.

domingo, 20 de setembro de 2009

Refugiados do Centro Cirúrgico



Tenho tido muita coisa a escrever, pois não consigo falar, talvez por que eu não tenha pra quem falar a não ser pra mim mesma, pois são apenas reflexões.
Sempre tive o discusso de que só trabalho dentro do Centro Cirúrgico porque dessa forma eu mantenho o mínimo possível de contato com os pacientes.
Mas hoje eu me enganei.
Antes de me preparar para entrar no campo cirúrgico, escutei gritos insuportáveis, graves, talvez de dor. Sai da minha sala para ver o que estava acontecendo e dei de cara com um médico que gritara tão grave quanto o som que eu havia escutado outrora.
Logo depois descobri que os gritos que me chamara atenção, partia de um jovem rapaz considerado como “não eficiente” mentalmente.
Horas depois, trabalhando no expurgo quase no final de minha jornada dentro do centro cirúrgico, olhei para o meu lado direito e me deparei com um olhar que pedia um olhar diferente, um olhar que pedia colo, aceitação.
Por três vezes olhei para aquele olhar e a única coisa que gostaria de perguntar e saber era como ele estava se sentindo:
- Você está se sentindo bem?
Afinal de contas lhe abriram a cabeça, lhe exploraram todos os cantos do cérebro, ou somente partes dele, sabe-se lá se não lesaram ainda mais tua cabeça.
Porém, o último olhar foi o mais sinistro, ao vê-lo ser encaminhado para U.T.I. pelo maqueiro, percebi o olhar da morte. Ainda não consigo descrever esta morte, mas me soa bastante triste. Desejo que seja a morte de todos os preconceitos, mas acabo de pensar na possibilidade dele estar se tornando, após essa cirurgia um morto-vivo, estar entrando em um estado vegetativo.
Agradeço a Deus por conseguir e poder me comunicar, pois se não pudesse fazer o que me restaria seria somente o olhar, o tocar. E infelizmente não são todos os seres humanos que conseguem ter essa capacidade de compreensão corporal do outro.
Lamento para aquelas pessoas que não conseguem compreender além das palavras, não se aprofundam no olhar do outro, não compreendem quando o corpo nos fala, não sentem o cheiro do outro seja ele doce, amargo, forte. Enfim não compreendem o ser humano por completo.
Já decidi vou ser Psicóloga Hospitalar.
Não dá mais para negar minhas origens, quando analisei meu genograma percebi que um grande número de pessoas na minha família se importa com a saúde, trabalham ou já trabalharam em um hospital.
Enfim, são apenas devaneios.
Preciso ir!


Fritiane Totallytchoisted.

terça-feira, 5 de dezembro de 2006

De volta ao meu refúgio


Flores por todos os lados,prédios e nuvens por toda a Gyn City
Agora eu tenho um violão além das minhas fitas,papéis e canetas.
Me entrego cegamente ao impulso que sempre me arrasta às prisões do meu coração,da minha alma e minha mente.
O desejo impulsivo de se viver algo que não se pode viver,continua a penetrar em minhas veias e corroer o meu corpo.
Mas,continuo por aí sempre pensando nele.
Não é que seja ruim,só não sei viver!


Fritiane Totallytchoisted.