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sexta-feira, 7 de maio de 2010

Travessia


Quando você foi embora
Fez-se noite em meu viver
Forte eu sou mas não tem jeito,
Hoje eu tenho que chorar
Minha casa não é minha,
E nem é meu este lugar
Estou só e não resisto,
Muito tenho prá falar

Solto a voz nas estradas,
Já não quero parar
Meu caminho é de pedra,
Como posso sonhar
Sonho feito de brisa,
Vento vem terminar
Vou fechar o meu pranto,
Vou querer me matar

Vou seguindo pela vida
Me esquecendo de você
Eu não quero mais a morte,
Tenho muito que viver
Vou querer amar de novo
E se não der não vou sofrer
Já não sonho, hoje faço
Com meu braço o meu viver

Milton Nascimento

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Pra variar...




Venho pensando em várias formas de me re-criar
Me re-inventar
Re- significar algumas coisas, alguns acontecimentos...

Sobre a morte...

Basta estarmos vivos para morremos
Morte
Aúnica certeza que temos da vida
E mesmo assim ainda nã conseguimos nos "conformar" com ela
"A morte caminha ao meu lado e não sei em qual esquina ela vai me beijar..."

Hoje estou sem inspiração
Estou morrendo
Já não ouço mais os meus discos
Já não canto mais como antes
Já não toco mais violão
Já não penso mais em você
Será que já consegui te esquecer?
Não, ainda não!
Ainda minto pra esta estranha que vive ao meu lado
Que mora dentro de mim
Que enlouquece meu lar
Que entorpece meu ser...

Sinto que estou perdendo a minha inspiração
Já não me sinto capaz de tanta sublimação
Talvez seja a hora de partir
E retornar anos depois...

Não sei...

Fritiane Totallytchoisted.

domingo, 20 de setembro de 2009

Contos da Sul



Esperança, eu sempre tive esperança
Sempre acreditei num mundo melhor
Mesmo quando engravidei ainda sendo de menor
O pai do meu filho?
Ele me abandonou
Mas, ainda assim eu acreditava nas pessoas
Acreditava que talvez um dia pudesse ser feliz
Eu estudava, procurava de todas as formas ser uma mulher honrada, sonhava com um futuro melhor para o meu filho e minha família.
Todo dia cedo eu ia do Jardim Ângela para o Centro à procura de um emprego, meus pais ganhavam pouco
Eu tinha que ajudar no sustento da casa
Um dia eu recebi um telegrama dizia que estava contratada.
Aquele dia fui durmir em paz, pois logo estaria empregada.

Primeiro dia de trabalho estava muito feliz
Pois minha vida estava começando a ser
Como eu sempre quis que fosse
Todos no escritório foram gentis e doces
Passou a manhã
Veio a tarde
O primeiro dia se foi
Fui pra casa naquelas condições
Condução lotada, porém feliz estava empregada
Segundo dia de trabalho, fiquei até mais tarde a pedido do meu patrão, pois haveria uma reunião, não podia recusar
Pois havia o risco dele me dispensar
Deu 21 e 30 sai , desci sentido Praça da Bandeira apertei o passo, fui ligieira
No caminho a Santo Amaro toda parada durmia e acordava e nada, não via a hora de chegar.
Desci do ônibus olhei o relógio 23 e 30 via a rua escura e molhada
Só eu e Deus
E mais nada
Fui pelo caminho normal
Beirando o matagal
Tive um presságio mal
Parecia estar chegando o meu final.
Mas, que nada nem terminei o colegial, besteira
Pensamento normal

Antes fosse!

Meu pensamento foi interrompido por três indivíduos que não foram nada doces
Uma pancada na cabeça me deixou atordoada
Tive minha roupa rasgada,
Fui estuprada,
Torturada.
Meus sonhos foram sumindo até se transformar em nada.
Dois dias depois fui encontrada morta com a cara desfigurada...

Apocalipse 16

sábado, 21 de março de 2009

Canto Para A Minha Morte



Eu sei que determinada rua que eu já passei
Não tornará a ouvir o som dos meus passos.
Tem uma revista que eu guardo há muitos anos
E que nunca mais eu vou abrir.
Cada vez que eu me despeço de uma pessoa
Pode ser que essa pessoa esteja me vendo pela última vez
A morte, surda, caminha ao meu lado
E eu não sei em que esquina ela vai me beijar

Com que rosto ela virá?
Será que ela vai deixar eu acabar o que eu tenho que fazer?
Ou será que ela vai me pegar no meio do copo de uísque?
Na música que eu deixei para compor amanhã?
Será que ela vai esperar eu apagar o cigarro no cinzeiro?
Virá antes de eu encontrar a mulher, a mulher que me foi destinada,
E que está em algum lugar me esperando
Embora eu ainda não a conheça?

Vou te encontrar vestida de cetim,
Pois em qualquer lugar esperas só por mim
E no teu beijo provar o gosto estranho
Que eu quero e não desejo,mas tenho que encontrar
Vem, mas demore a chegar.
Eu te detesto e amo morte, morte, morte
Que talvez seja o segredo desta vida
Morte, morte, morte que talvez seja o segredo desta vida

Qual será a forma da minha morte?
Uma das tantas coisas que eu não escolhi na vida.
Existem tantas... Um acidente de carro.
O coração que se recusa abater no próximo minuto,
A anestesia mal aplicada,
A vida mal vivida, a ferida mal curada, a dor já envelhecida
O câncer já espalhado e ainda escondido, ou até, quem sabe,
Um escorregão idiota, num dia de sol, a cabeça no meio-fio...

Oh morte, tu que és tão forte,
Que matas o gato, o rato e o homem.
Vista-se com a tua mais bela roupa quando vieres me buscar
Que meu corpo seja cremado e que minhas cinzas alimentem a erva
E que a erva alimente outro homem como eu
Porque eu continuarei neste homem,
Nos meus filhos, na palavra rude
Que eu disse para alguém que não gostava
E até no uísque que eu não terminei de beber aquela noite...

Vou te encontrar vestida de cetim,
Pois em qualquer lugar esperas só por mim
E no teu beijo provar o gosto estranho que eu quero e não desejo,mas tenho que encontrar
Vem, mas demore a chegar.
Eu te detesto e amo morte, morte, morte
Que talvez seja o segredo desta vida
Morte, morte, morte que talvez seja o segredo desta vida


Composição: Paulo Coelho / Raul Seixas

sábado, 14 de março de 2009

- É hora de desativar!!!


Cansei de ser forte
Não dá mais pra ficar suportando as forças do mundo contra o meu peito
Minhas lágrimas doem
Elas me fazem saber que existo, pois faz cada parte do meu corpo doer
Me fazem lembrar que os meus órgãos se tornaram o meu escudo
Este é fenômeno.

Nossa personalidade já se inicia pelo nosso nome,
" O mar que se originou meu nome "
O mar que desejo
O mar que eu quero viver
O mar que eu quero chorar, que eu quero me afogar, nem que seja em lágrimas, mas quero
Quero ir pra mais perto do mar
Se possível morrer e viver em frente ao mar.
Mar...
Marina
Marrí
Maria
Marilia
Mariane
Marcela
Maresa
Marcos na vida que não se esquece, jamais
Mas que te faz aprender com os erros, com o sofrimento que te invadiu por dentro e te fez chorar
Chorar de raiva
Chorar de alegria
Chover no seu quintal
Chover na pracinha lá de casa, aquela pracinha que me viu esborrachar a cara no asfalto até a porta da minha casa e que me viu apanhar e gritar de dor quando o methiolate tocou o meu rosto e que me fez lembrar que eu tinha um rosto e nao uma cara, porque dizem por aí que quem tem cara é cavalo,né?
É, meu rosto estava bem ali, bem em frente ao espelho, bem em frente ao mar...

Quero viajar
Quero viver em outro lugar
Não quero mais viver aqui
Nesta cidade
Neste estado
Neste país
Neste mundo
Neste palneta
Quero existir, mas de outra forma
Queria existir em forma de som
Em forma de música
Preciso ouvir o Dizzy, ele sim me faz relaxar
Queria ser como a música dele
Queria embriagar os donos daqueles olhares perdidos
Daqueles ouvidos desatentos
Que passam desapercebidos
Embriagar os corações perdidos
Que desaprenderam a amar
Fazer gargalhar os sorrisos contidos
Os olhares perdidos por entre os segredos guardados de um ou de outro
Das relações mal intensionadas e mal resolvidas
Quero me fazer luz
Quero despertar
Quero acordar logo, antes que seja tarde de mais
E quando eu menos perceber, eu me deparar com minha imagem no caixão
com os olhos fechados, as narinas, os ouvidos e o anus tampados por um algodão
Preciso acordar, antes que seja tarde de mais
tarde demais
tarde
muito tarde...

Fritiane Totallytchoisted.